VELHAS COISAS...

Já deixei as montanhas mas não sou o que era há poucos dias. E representou tanto essa maravilhosa libertação - os caminhos da alma.
Velhas coisas morreram dentro de mim, uma morte completa que chego a imaginar que a vida intra uterina não é mais obscura para o bebê do que as minhas sombras de algum tempo atrás são agora para mim....
Tempos atrás eu simplesmente via com os meus olhos estas coisas que nestes dias compreendi.
As vezes a estrada da percepção à compreensão é assim - longa- comigo é sempre assim!
Atravessei uma fase de nascimento e renascimento e ainda estou nela - dolorosa e cheia de indagações...
Há ocasiões em que a mão da vida parece uma montanha em meu peito.
Mas de tudo o que é pesado, tem asas, e sei também que é a sede maior que torna as asas imóveis.
KK

A DOENÇA DA OSTRA








Não tenho visto ninguém estes dias. Sinto-me um tanto estranha na companhia de pessoas - mesmo daquelas que gosto.

Quando nosso coração está se transformando em um pequeno mundo tem-se o desejo de ficar só.

Há muita alegria dolorosa na vida e também muito sofrimento doce. Depois da tempestade tentei escrever algumas vezes mas sempre me sentia completamente dominada por um estranho silêncio- o silêncio dos mares profundos e das regiões inexploradas, o silêncio dos deuses desconhecidos.

E mesmo agora enquanto escrevo, sinto que o mais terrível elemento da vida é um elemento mudo. As horas que passam antes de uma forte tempestade e os dias que se seguem à uma grande alegria ou a uma grande tristeza são parecidos, mudos e profundos, cheios de asas abertas e chamas inertes.
As torrentes de uma vida nova, tão fortes, estranhas... tão devastadoras...

Quando olho para traz parece que tudo foi assim -apenas mudanças de profundidade.

Meu coração está pleno, pleno de sombras estranhas, calmas e serenas sombras.

Não consigo pensar em outra coisa além deste novo espirito que insuflou em meu ser.

Não sei como nem o que pensar sobre isto. Talvez não deva pensar mas simplesmente confiar-me àquele mestre maior, que pensa por todos nós.

Que o ser invisível me diga,que seja em sonho, o que devo fazer.....


KK




"Sou uma ostra tentando produzir uma pérola, que venha do meu próprio coração, mas dizem que a pérola nada mais é senão a doença da ostra". Gibran









O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...