Carne trêmula

 


Nem venha,

Se não for para doer

Se não for para queimar

Se não for para entregar

Se não for para perder,


No meu jogo

Quem dá as regras sou eu;


Nem venha

Se não for para marcar

À fogo e mel

A pele que me habita

A boca que deseja

A febre que arde

E nunca tem cura;


Nem venha

Se não pode arriscar

Em perder tudo

Ou ganhar o céu

Voo sem previsão

De pouso seguro

Turbulência no coração.


Mariana de Almeida

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...