Nem venha,
Se não for para doer
Se não for para queimar
Se não for para entregar
Se não for para perder,
No meu jogo
Quem dá as regras sou eu;
Nem venha
Se não for para marcar
À fogo e mel
A pele que me habita
A boca que deseja
A febre que arde
E nunca tem cura;
Nem venha
Se não pode arriscar
Em perder tudo
Ou ganhar o céu
Voo sem previsão
De pouso seguro
Turbulência no coração.
Mariana de Almeida
