Gosto quando me deito de bruços

 gosto quando me deito de bruços 

e tu te inclinas, em seguida

e me olhas


gosto porque teu olhar se demora, e é como

quisesses ler os sinais


as pintas

as marcas de nascença


tu, que não te curvas a ninguém

nessa hora tu és homem inteiro curvado

sobre meu corpo


detido


dizendo que em outros tempos

em minhas costas um adivinho teria previsto um

dia de fim


uma cidade tomada


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(reescrita, caminhos; os antigos e os guardados, 2017/21)


Mar Becker 

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...