O fim de um império


gosto quando, deitada de bruços na cama

sinto-te vindo sobre meu corpo, penetrando meu sexo por trás

gosto porque me olhas
porque vens como quem quisesse ler os vestígios de um tempo de inscrição que se fez na minha pele

as pintas, as marcas de nascença

tu, que não te curvas a ninguém

curvado agora sobre meu corpo indecoroso; respirando rente a mim

dizendo-me que em outros tempos em minhas costas um adivinho teria lido a queda de um rei

o fim de um império



mar becker

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...