“Deixa que a minha mão errante adentre atrás, na frente, em cima, embaixo, entre”

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Artista: Jorge Gouvea

Sutileza


Ser esse rio que corre

ingênuo, alheio a todo voo
ser esse rio, tocar tuas margens
e seguir sempre sozinho
ser esse rio e não temer o desfecho
porque todo rio sabe seu fim
ser esse rio que escorre, amor
entre teus seios... teu ventre
ser esse rio quase doce
e ter esse gosto de lágrima
ser esse rio de angústias
inundado de tua ausência
ser esse rio de versos calados
e desejar ser, por fim, deserto.

Valder

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...