A SÉTIMA ARTE

Somos todos ilusionistas. Criamos nossas próprias ilusões e as compartilhamos com a humanidade. Creio que por osmose!
Dirigimos nosso próprio show , um espetáculo com vários atores, platéia farta. Adoramos aplausos.
Por vezes contracenamos, vezes aplaudimos. Assim dissimulamos nossa vida, como se fosse uma peça teatral e em algumas situações diria até cinematográfica.
Interpretamos o tempo todo, estabelecemos o roteiro, cenários, luzes, atores.
Encenamos diariamente. Acordamos, banho, café, filhos, cachorro, trabalho, marido, sono, ...E surge outro dia, e com ele mais encenações.
Que filme monótono!
A real representação de pensamentos, de épocas, filosofias e estéticas. A fantasia e o terror, ou seja o caos social, a violência, medo, degradação, inseguranças que produzem um mundo interior de ilusões, manifestado em personagens para os quais é impossível a salvação.
O pessimismo romântico, nosso mundo de matas, lagos invernos e primaveras em meio a convenções sociais, neuras, falso moralismo, promiscuidade, puritanismo, este que representa o amor que redime e o que destrói.
Você se enxerga nisso?
O abstracionismo, a representação do não objetivo, sem formas, com linhas e imagens em movimentos inconstantes.
Essa é uma manifestação mais difícil. O surrealismo é a descrição do estado da alma.
Você já mergulhou em sí? Já observou os significados de tua essência interior?
O ostracismo é bem mais confortável e seguro, e nós não queremos insegurança, possibilidades e probabilidades. Queremos um mundo óbvio onde julgamos ter o domínio de tudo e todos. O qual podemos comandar como um bom general, com regras, disciplinas, condicionamentos.
Será que somos realmente o general dessa batalha? Ou um mero soldado, submisso a imposições e programas estabelecidos por outros?
Somos vítimas ou heróis? Lembra o primeiro filme falado: “Acabaram-se os otários”, certamente estão todos acabados...
A tragicomédia da vida, sofisticada, pastelão, política e outras.
Somos o palhaço deste circo a espera de aplausos, mesmo sendo um espetáculo cômico e profundamente triste.
Somos os atores que contracenamos e também os espectadores que assistem ao show sentado à frente da tela com a boca cheia de pipocas.
E naturalmente o grande final, onde a encenação foi perfeita mas irreal, onde os heróis são insuperáveis( pelo menos assim pensaram), os vilões morrem ou enlouquecem e todos viveram felizes para sempre.
A tela escurece e fecham-se as cortinas.
E os atores renascem para um novo espetáculo.

É d'Oxum - Gerônimo




Nessa cidade todo mundo é d'Oxum


Homem, menino, menina, mulher


Toda gente irradia magia


Presente na água doce


Presente na água salgada


Presente na água doce


Presente na água salgada


E toda cidade brilha


Seja tenente ou filho de pescador


Ou importante desembargador


Se der presente é tudo uma coisa só


A força que mora n'água


Não faz distinção de cor


E toda cidade é d'Oxum


É d'Oxum


É d'Oxum


Eu vou navegar


Eu vou navegar nas ondas do mar


Eu vou navegar nas ondas do mar


Iá aguibá


Oxum aurá olu adupé






"Tudo o que eu precisava realmente saber, aprendi no jardim da infância."
Robert Fulghum






A Verdade Não Me Ilude




Composição: Nei Lisboa




De fato é muito interessante e musical



Esse seu novo jazz em fá bemolMúsica é legal



Mas devo também lembrar o aspecto pontual



De que assinou esse contrato pelo qual



Lhe prometemos uma eterna juventude



Em troca de você mostrar um pouco de atitude



Algum perfil total



De um drama social



Qualquer falso ideal de virtude



Algum papel do mal



De inspiração banal



De colegial que não estude



De uma atração fatal



De atleta genital



De amor industrial e rude



De excesso ou falta de saúde



Música é legal



Mas a verdade não me ilude



Quero algo pra fabricar



Algo pra anunciar



A alguém que revender



Alguém pra liquidar



Então veja bem



Tudo o que você tem



Nessa alma torta de poeta



Não importa a mais ninguém



Vá, volte o mês que vem



E lhe oferecemos outro tipo de contrato



Com certeza



Ou como pensa que eu cheguei



Do outro lado dessa mesa



Aqui nesse negócio



Ou você é presa fácil



Ou você é sócio



Uma nova força nascida do sofrimento pulsa nas veias e uma nova compaixão e compreensão está nascendo do sofrimento passado. Um grande desejo de ver os outros sofrerem menos e, se devem sofrer, de ver que o suportam nobremente e saem dele sem muitas cicatrizes. Eu chorei, mas não desejo que os demais chorem, mas se o fizerem, agora sei o que isso significa... Como Krishnamurti agora tenho mais zelo, mais fé (equilíbrio mental), mais simpatia e mais amor, pois há em mim também o corpo, o Ser de Nityananda (irmão morto que psicologicamente na total inexistência de identidade na morte, somos como um imenso rio, uma corrente psicológica, um acumulo de sensações na forma articulada de ações e reações engatilhadas em busca de satisfação vingança e prazer nas magoas e ressentimentos),... Agora eu sei, com uma certeza maior do que nunca, que há realmente beleza na vida, real felicidade que não pode ser destruída por nenhum acontecimento físico (a morte do irmão), uma força maior (a Unidade, a Inteligência, e o Poder na consciência vazia de conteúdo morto) que não pode ser enfraquecida por nenhum acontecimento passageiro e um amor maior que é permanente, imperecível e invencível.




Krishnamurti



O Coveiro


Aconteceu quando estava a enterrar um dos meus Egos. Aproximou-se de mim o coveiro e disse-me : " De todos quantos aqui vêm enterrar os seus defuntos, tu és o único simpático". Respondi : " Fico muito contente com as tuas palavras, mas, peço-te que ne digas : - Por que te inspiro tal simpatia ? "
Ele respondeu : "Porque todos chegam aqui a chorar e saem também a chorar. Tu foste o único que chegaste a rir e te vais embora a sorrir."


(O Louco - Kahlil Gibran - Pág. 33)

A BORBOLETA E O TIGRE

Certo dia uma borboleta apaixonou-se por um tigre, em um bosque de eucaliptos.
Uma borboleta que acabara de sair do casulo, ainda confusa e ofuscada pelas belezas de um mundo, nunca antes visto.
Uma pequena borboleta, simples como qualquer outra. Não era a mais bela de todas, não chamava atenção por isso.
Mas ela tinha uma diferença que encantava a todos, ela queria voar livremente e compartilhar com os animais da floresta as belezas de sua alma.
Porém ela tinha suas asas partidas com a dualidade da nobreza sublime e a deprimente podridão dos seres.
Ela não queria a rasura, buscava o infinito, a profundidade suprema.
E foi nestes vôos, onde a borboleta conheceu um belo tigre, genuíno, feroz, um inimigo natural.
E o encontro foi de uma delicadeza jamais vista no bosque. Ele forte com garras afiadas e ela suave, tranquila, batendo suas pequenas asas.
A borboleta ao lado do tigre, em meio a descobertas de outros vôos e pulos, na dor do amadurecimento e o comungar do verdadeiro e puro sentimento encontrou o aconchego de sua alma no dorso do tigre.
Com ele, a borboleta voava em toda sutileza dos divinos conhecimentos.
Ela o amava profundamente, e ele compartilhava seus sentimentos práticos, por poucas vezes passionais, a colocava em seu dorso e juntos viviam um amor de almas.
Porém em um dia de frio intenso e vento forte a borboleta resolveu partir, sentia-se triste por ter suas asas partidas, precisava encontrar-se, estava sufocada.
Então foi ao bosque e encontrou seu felino pela última vez, disse que precisava voar, o tigre então a olhou profundamente, lágrimas rolaram em seu focinho e a borboleta em silêncio assoprou-as carinhosamente, dizendo que ele era um tolo.
E assim um silêncio tomou conta da floresta.
Quando o mistério é demais, não ousamos desobedecer.
A borboleta voou lentamente como se quisesse que o Tigre a pedisse para ficar, mas ele continuava deitado na mata, quieto, frio, quase imóvel.
A dor da separação, de entender a impossibilidade desse amor, um beijo seria uma fatalidade, e ela continuou voando até não mais enxergar o Tigre.
E assim eles separaram-se definitivamente.
Dizem que o felino ainda visita a mata, deita-se no local onde comungavam e observa as borboletas, todas iguais, mas nenhuma parecida com sua pequena borboleta.
Hoje ele vive com as tigresas, adequadas a seus instintos naturais.
E ela voa livremente, conheceu outros bosques, felinos e outras borboletas.
Por breves instantes a tristeza ainda aparece sutilmente em seus olhos negros, na lembrança a saudade da indulgência do Tigre, do entendimento de suas almas e no coração a certeza de que nada nesta vida é absoluto.
Era uma vez...

Heaven (where True Love Goes)


(Cat Stevens)






The moment you walked inside my door
No momento em que você entrou pela minha porta
I knew that I need not look no more,
Eu soube que eu não precisaria mais procurar
I've seen many other souls before - ah but,
Eu já vi muitas outras almas antes, mas
Heaven must've programmed you
O céu deve ter programado você
The moment you fell inside my dreams
No momento em que você entrou nos meus sonhos
I realized all I had not seen,
Eu percebi tudo aquilo que ainda não tinha visto
I've seen many other souls before - ah but,
Eu já vi muitas outras almas antes, mas
Heaven must've programmed you.
O céu deve ter programado você
Oh will you? Will you? Will you?
Você iria? Você iria? Você iria?
I go where True Love goes,
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes,
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes
Eu vou onde está o amor verdadeiro
And if you walk along and if you lose your way,
E se você estiver sozinha e perder seu caminho
Don't forget the one who gave you this today
Não se esqueça daquele que te deu isso(o amor verdadeiro) hoje
Follow True Love, follow True Love,
Siga o amor verdadeiro, siga o amor verdadeiro!
Follow True Love, follow True Love
Siga o amor verdadeiro, siga o amor verdadeiro
Oh will you? Will you? Will you?
Você iria? Você iria? Você iria?
I go where True Love goes,
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes,
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes
Eu vou onde está o amor verdadeiro
And if a storm should come and if you face away,
acho que é isso: " E se vier uma tempestade e se você enfrentá-la,
That may be the chance for you to be safe
Essa pode ser, talvez, sua chance de estar salva,
And if you make it through the trouble and the pain,
E se você conseguir superar os problemas e as dores
That may be the time for you to know his name
Pode ser esse o tempo de você saber o nome
The moment you walked inside my door
No momento em que você entrou pela minha porta
I knew that I need not look no more,
Eu soube que eu não precisaria mais procurar
I've seen many other souls before - ah but,
Eu já vi muitas outras almas antes, mas
Heaven must've programmed you
O céu deve ter programado você
The moment you fell inside my dreams
No momento em que você entrou nos meus sonhos
I realized all I had not seen,
Eu percebi tudo aquilo que ainda não tinha visto
I've seen many other souls before - ah but,
Eu já vi muitas outras almas antes, mas
Heaven must've programmed you.
O céu deve ter programado você
The moment you said "I will"
No momento em que você disse que seguiria
I knew that this love was real,
Eu soube que esse amor era real
And that my faith was seen - oh
E que minha fidelidade tinha sido vista
Heaven must've programmed you
O céu deve ter programado você
The moment I looked into your eyes
No momento em que eu olhei em seus olhos
I knew that they told no lies,
Eu soube que eles não mentiam para mim
There would be no good byes - Ah
Não haveria despedida
'cause Heaven must've programmed you
Porque o céu deve ter programado você
Você iria? Você iria? Você iria?
I go where True Love goes,
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes,
Eu vou onde está o amor verdadeiro
I go where True Love goes

"Não é necessário sair de casa.Permaneça em sua mesa e ouça.Não apenas ouça, mas espere.Não apenas espere, mas fique sozinho em silêncio.Então o mundo se apresentará desmascarado.Em êxtase, se dobrará sobre os seus pés".

Franz Kafka

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...