O que é que há


 O que é que há

O que é que tá

Se passando com essa cabeça

O que é que há

O que é que tá

Me faltando pra que eu te conheça melhor

Pra que eu te receba sem choque

Pra que eu te perceba no toque das mãos

Em seu coração

O que é que há

Porque é que há

Tanto tempo você não procura meu ombro

Porque será

Porque será

Que esse fogo não queima o que tem pra queimar

Que a gente não ama o que tem pra se amar

Que o Sol tá se pondo

E a gente não larga essa angústia do olhar

Telefona, não deixa que eu fuja

Me ocupa os espaços vazios

Me arranca dessa ansiedade

Me acolhe, me acalma

Em teus braços macios

O que é que há

O que é que tá

Se passando com minha cabeça

O que é que há

Telefona, não deixa que eu fuja

Me ocupa os espaços vazios

Me arranca dessa ansiedade

Me acolhe, me acalma

Em teus braços macios

O que é que há

O que é que há

O que é que há

Deixa-me seguir para o mar


Tenta esquecer-me... Ser lembrado é como

evocar-se um fantasma... Deixa-me ser

o que sou, o que sempre fui, um rio que vai fluindo...

Em vão, em minhas margens cantarão as horas,

me recamarei de estrelas como um manto real,

me bordarei de nuvens e de asas,

às vezes virão em mim as crianças banhar-se...

Um espelho não guarda as coisas refletidas!

E o meu destino é seguir... é seguir para o Mar, as imagens perdendo no caminho...

Deixa-me fluir, passar, cantar...

toda a tristeza dos rios é não poderem parar!


Mario Quintana

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...