me quero tua na minha escrita
fazer-te colcha
ao amarrar palavras,
mas vou, vá, voa,
que o amor é livre
me quero tua nos fios da vida
teus meus cabelos,
meus teus pelos,
mas vou, vá, voa,
que o amor é livre
me quero tua na alma confessa
quando entra e entre
se perde e se prende
em calma e pressa,
côncavo com convexo,
esterno com esterno,
plexo com plexo,
mas vou, vá, voa
que o amor é livre
na pele da flor me quero tua
enquanto o dito se costurar ao gesto,
enquanto a carne se debruçar a ternura,
me quero tua,
me quero tua,
mas só enquanto houver ar
para habitarmos céu e fundura,
porque o amor,
o amor é livre.
Daniela Fantin