Favela

Barracos
montam sentinela
na noite.
Balas de sangue
derretem corpos
no ar.
Becos bêbados
sinuosos labirínticos
velam o tempo escasso
de viver. 

— Poema "Favela", de Conceição Evaristo, no livro "Poemas de recordação e outros movimentos". (Editora Malé; 1.ª edição [2017]). 

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...