Te sei
Vontades
Exaustão
Tem dias em que a sensibilidade está aflorada demais e o mundo com suas ignorâncias, maldades, injustiças e desigualdades invade dolorosamente causando muita tristeza.
Nestes dias não há consolo na espiritualidade ou na evolução da humanidade.
São notícias ruins, crianças chorando a ausência do pai, pessoas passando fome pedindo ajuda para comprar comida, famílias destruídas pela covid, um animal de estimação morto, a indignação por tanta injustiça, a ganância o ego, a vaidade, a solidão de uns o vazio, o grito o choro...o nada.
Nestes dias sombrios de quase escuridão prefiro silenciar.
Observo de longe estes movimentos.
Tento sentir até a exaustão.
Dias difíceis.
Seguimos!
Sou fogo, sou vida, sou cor
Tens muita razão, eu não sou tranquila.
Sou fogo, sou vida, sou cor.
Sou essência,sou prazer, sou rebeldia,sou instinto, sou pele, sou revolução.
Posso ser tudo, menos tranquilidade.
Frida Kahlo
Sobre envelhecer
Então 44 anos ( putz) uns dias me sinto com 15 outros 80. E até hoje não encontrei o equilíbrio e a tranquilidade que, muitos dizem, a idade traz. Provavelmente não amadureci, provavelmente não irei amadurecer. Ainda há inquietude, inconstância, impulsividade e loucura em mim.
Amo profundamente, tenho muitos amores de conotações distintas, tenho muita fome e sede de mudanças, de lutas, de experiências e sentimentos. E obviamente na mesma proporção tenho ódios e vazios. Tenho o grito e o silêncio. A literatura marginal do velho Buk e a doçura da Cora Coralina. A espiritualidade e a teosofia. O fado e o blues. A bossa nova e a boemia. Uma inconstante forma de ser. Nem melhor nem pior, apenas eu. E amo isso.
Chegar para agradecer e louvar.
Louvar o ventre que me gerou
O orixá que me tomou,
E a mão da doçura de Oxum que consagrou.
Louvar a água de minha terra
O chão que me sustenta, o palco, o massapê,
A beira do abismo,
O punhal do susto de cada dia.
Agradecer as nuvens que logo são chuva,
Sereniza os sentidos
E ensina a vida a reviver.
Agradecer os amigos que fiz
E que mantém a coragem de gostar de mim, apesar de mim…
Agradecer a alegria das crianças,
As borboletas que brincam em meus quintais, reais ou não.
Agradecer a cada folha, a toda raiz, as pedras majestosas
E as pequeninas como eu, em Aruanda.
Agradecer o sol que raia o dia,
A lua que como o menino Deus espraia luz
E vira os meus sonhos de pernas pro ar.
Agradecer as marés altas
E também aquelas que levam para outros costados todos os males.
Agradecer a tudo que canta no ar,
Dentro do mato sobre o mar,
As vozes que soam de cordas tênues e partem cristais.
Agradecer os senhores que acolhem e aplaudem esse milagre.
Agradecer,
Ter o que agradecer.
Louvar e abraçar!
Maria Bethânia
Insônia...de novo.
Noite longa essa
De pensamentos aleatórios
Um pouco de tédio, excitação e desejo
As mãos então afastam a calcinha
E os dedos percorrem a buceta melada
Talvez o sono apareça
Um prazer rápido
Bom nos primeiros minutos...até gozar.
Um gozo solitário
Depois um nada...
Um vazio cheio de silêncio e incompletude.
Não te sonho mais
Sinto falta da beleza
Da energia especial
Daquele carinho inesperado
Da sutileza
Da leveza
Daquilo que te escapa
Sinto falta do que já foi
Não te sonho mais
Não há mais o talvez
Não há a dúvida.
Só ausência.
Amor Violeta
"O amor me fere é debaixo do braço,
de um vão entre as costelas.
Atinge meu coração é por esta via inclinada.
Eu ponho o amor no pilão com cinza
e grão de roxo e soco. Macero ele,
faço dele cataplasma
e ponho sobre a ferida."
Adélia Prado
Pois eu já velejei em vc e foi bom de doer
Eu velejava em você
Não finja
Como coisa que não me vê
E foge de mim
A boca tremia
Os olhos ardiam
Oh Doce agonia
Oh Dor de viver
De ver tua imagem
Que eu nunca via
Tua boca molhada
Teu olhar assanhado
Convite pra se perder
Minha alma cansada
Não faz cerimônia
Você pode entrar sem bater
Pois eu já velejei em você
E foi bom de doer
Mas foi, como sempre, um sonho
Tão longe, risonho
Sinto falta
Queria te ver
Compositores: Eduardo Dussek / Luiz Carlos Goes
Vivo clandestina e não é mole essa vida
"Vivo clandestina e não é mole essa vida clandestina
eu quero fazer com você um pacto de delicadeza.
Eu quero me sentir Alteza,
para te ceder todos os músculos
Será arbusto dos seus beijos
Vamos sair esburacando a madrugada
trocando beijos e tragadas
A lua é uma lantejoula da Nasa
que brilha leitosa no meu vestido estrelado
Fausto Fawcett
. "
Eu só visto a paixão de corpo inteiro
Corpo
Modo de amar
O tédio
A rotina torna tudo desinteressante.
Bom dia, te amo, bom trabalho, te cuida... automaticamente.
A noite o sexo igual e limpo.
Sem putaria ou surpresas.
Enfim naturalmente depois de alguns anos dividindo o mesmo espaço já é previsível.
Qualquer poesia ou música bastam para despertar um outro afeto.
Afinal somos feitos de afetos.
A carência é um elemento odioso.
Cria emoções
Intensifica sensações
Distorce realidades
E quando tudo passa
Quando voltamos a realidade
Percebemos o quanto de energia desnecessária foi direcionada inultilmente.
Carência?
Tédio?
Inquietude?
Não sei bem
Mas sei que algo mudou...
E gosto disso.
Gosto de não pertencer a nada.
Gosto desse ar puro
Sem pressões
Sem direcionamento
Sem amanhã ou ontem
Sem necessidades ou projeções
O imprevisível sem face
Sem voz
Sem corpo
Sem alma
O silêncio.
Nada menos.
Quero teu sexo
Tua fome
Todas tuas vontades
Mas também quero o que te cala
Tua profundidade
Sensibilidade
Generosidade
Delicadeza
Refinamento
Quero tudo.
Nada menos.
30 minutos
Fui me despedir
Eram só 30 minutos para tudo o que poderia ser dito e feito
Estavas arrumando teu material de trabalho
Te abracei
Tu sussurrou algo em meu ouvido
Fiquei arrepiada
Nos beijamos por um bom tempo
Senti o coração acelerado
Tua respiração ofegante
Nossas lágrimas discretas
Depois um breve silêncio
Olhares
Saí caminhando
Sem olhar para trás
Ouvi tua voz me chamando
Te olhei
E tuas últimas palavras
"Ficarão 20 minutos ainda do que falta te falar e te beijar".
Novamente um silêncio inquietante
Eu parti
Tu partiu
Seguimos.
Antecipação
Entreabro as minhas
coxas
no início dos teus beijos
imagino as tuas
pernas
guiadas pelo desejo
oiço baixo o teu
gemido
calado pelos meus dentes
imagino a tua boca
rasgada
sobre o meu ventre
Maria Teresa Horta
Canto o teu corpo
Canto o teu corpo
passados estes anos:
o prazer que me
acendes
o espasmo que semeias
A seara das pernas
o peito
os teus dentes
a língua que afago
e as ancas estreitas
Canto a tua
febre
fechada no meu ventre
Canto o teu
grito
e canto as tuas veias
Canto o teu gemido
teu hálito
teus dedos
Canto o teu corpo
amor que me encandeia
Maria Teresa Horta
Teu prazer
Saudade do teu cheiro
Do teu gosto
Quente
Abundante
Da tua mão firme em mim
Percorrendo meu corpo
cabelos
boca
Da tua língua em meu pescoço
E seios
Saudade de te sentir em mim
Com tua força e profundidade
Gemendo de tesão
E sentir teu prazer
No arrepio do teu corpo
No teu suor
E respiração
Até não saber onde sou eu
Onde és tu.
Das afetividades
E no percurso tu encontra alguém simples
Sem neuras, vírgulas e talvez
Naturalmente livre
Sem algemas
Sem poréns
Só o peito aberto
A disposição para o hoje
Permitindo ser
Viver e sentir
Afetividade
Desejo
E loucura
Envolvimento
Liberdade
E o que mais amo... naturalmente.
Das conexões
Por um instante
Inquietude e silêncio.
Aqui não uso máscaras.
Por um instante posso respirar
Só por um instante.
Se eu fosse direto ao ponto
se eu fosse direto ao ponto
se não gozasse também
ao transcorrer tuas veias
nos olhos cerrados
nas pernas tremendo
se não estivesse no éter
não molhasse teus olhos
não abrisse teu riso
não apertasse o teu ventre
se eu fosse direto ao ponto
se só pensasse em mim
não louvaria tua pele rubra
teus peitos macios
teu dorso de fada
se não comesse com os olhos
não brincasse de vento
não sonhasse com a luz
não arranhasse o momento
se eu fosse direto ao ponto
e não estivesse em mim
muito antes de estar em ti
e sermos tanto?
Valder Valeirão
Artista, Designer, poeta, escritor pelotense
Das sutilezas
Natural ciclos se encerrarem.
Diariamente há mortes
Assim como há descobertas
Novos interesses novas sensações
Importante naturalizar a impermanência dos sentimentos
Não há como dominar (ainda bem) ou determinar o início e o final
Das emoções
Do sentir
Uns se encerram
Outros iniciam
Ora, se sentimos com espontaneidade e imprevisão
Naturalmente deixamos de sentir também
Não há regras ou prazos
Há início
Há o fim
Há outros começos
Sempre há.
Isso é bom.
Aliás muito bom!
KK
Das perspectivas...
Sábado quente e atípico
Novos rumos
Outras perspectivas
A novidade com pulsações e sentidos acelerados
Gosto do novo
Do ousado
Do talvez
Quem sabe?
...
Das contradições...
TE AMO!
Te amo de uma maneira inexplicável,
de uma forma inconfessável,
de um modo contraditório.
Te amo, com meus estados de ânimo que são muitos
e mudar de humor continuadamente
pelo que você já sabe
o tempo,
a vida,
a morte.
Te amo, com o mundo que não entendo
com as pessoas que não compreendem
com a ambivalência de minha alma
com a incoerência dos meus atos
com a fatalidade do destino
com a conspiração do desejo
com a ambigüidade dos fatos
ainda quando digo que não te amo, te amo
até quando te engano, não te engano
no fundo levo a cabo um plano
para amar-te melhor
Te amo , sem refletir, inconscientemente
irresponsavelmente, espontaneamente
involuntariamente, por instinto
por impulso, irracionalmente
de fato não tenho argumentos lógicos
nem sequer improvisados
para fundamentar este amor que sinto por ti
que surgiu misteriosamente do nada
que não resolveu magicamente nada
e que milagrosamente, pouco a pouco, com pouco e nada,
melhorou o pior de mim.
Te amo
Te amo com um corpo que não pensa
com um coração que não raciocina
com uma cabeça que não coordena.
Te amo incompreensivelmente
sem perguntar-me porque te amo
sem importar-me porque te amo
sem questionar-me porque te amo
Te amo
simplesmente porque te amo...
- Gian Franco Pagliaro
O outro
Gostava do que éramos
Tesão
Ansiedade
Vontade
Prazer
O inesperado
A incerteza
O talvez.
Hoje não gosto.
Isso não está mais funcionando.
Estranheza e constrangimento
Desconforto
Sou movida por paixões
Por impulso
E desejos
Estou morrendo aos poucos
Estás também.
Já não acelera o coração,
Já não te sinto tanto em mim
Não sinto tua falta
Não gozo pensando em ti
Estranhamente
Tanto faz.
Tudo bem.
Nada é tão cabal!
Ou talvez seja
Em mim.
Mais uma morte
Já me habituei.
Amanhã renasço
Outro dia
Outra vontade
Outro desejo
O outro.
Das mortes...
Primeiro foi a loucura e o desejo
O carinho e afeto
A ansiedade e a vontade
Perdemos o foco
Os sentidos e limites
Queríamos tudo
Podíamos pouco
Nossas limitações e distância
Mas tínhamos a fome a sede
O tesão
O sonho
Hoje perdemos tudo!
Não resta mais nada
Estragamos tudo!
Há só estranheza quando te sei
Sinto muito
Broxei.
Perdi o tesão.
Estás morto.
Seguimos!
EDUCAÇÃO SENTIMENTAL
"Põe devagar os dedos
devagar...
e sobe devagar
até ao cimo
o suco lento que sentes
escorregar
é o suor das grutas
o seu vinho
Contorna o poço
aí tens de parar
descer, talvez
tomar outro caminho...
Mas põe os dedos e sobe
devagar...
Não tenhas medo
daquilo que te ensino."
Maria Teresa Horta
Faminta II
Sentada no sofá, em frente a TV sem prestar atenção no jornal, senti um calor percorrer meu corpo em um arrepio intenso.
Memória da pele
..."Não sou eu finjo que não sei, não sou eu
Sonho bocas que murmuram
Tranço em pernas que procuram enfim
Não sou eu sofro e sei
Quem se lembra de você em mim
Eu sei, eu sei
Bate é na memória da minha pele
Bate é no sangue que bombeia
Na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava
Na sua taça e que borbulha agora na taça da minha cabeça
Eu já esqueci você, tento crer
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre
Busco sempre a sonhar em vão
Cor vermelha, carne da sua boca, coração
Compositores: Joao Bosco De Freitas Mucci / Wally Salomao
Por Maria Bethânia
"Não mastigue o que eu vou comer!
Não junte o que não espalhei!
Não me negue o que não pedi!
Eu que não sei quase nada do mar
Garimpeira da beleza te achei na beira de você me achar
E vem me bebendo toda, me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não vou esquecer
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Tua língua correnteza lambe minhas pernas como faz o mar
E vem me bebendo toda me deixando tonta de tanto prazer
Navegando nos meus seios, mar partindo ao meio, não quero esquecer
Clara noite rara nos levando além da arrebentação
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Já não tenho medo de saber quem somos na escuridão
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
Não sei como dizer-te que minha voz te procura
Clareia manhã
A madrugada é aquela amiga que conversa quando tudo em volta silencia.
Hoje ela me trouxe a saudade.
Do que foi, do que quis ser e do que nunca será
Gosto de te lembrar
Com isso vem teu sorriso, o som da tua voz, tua verdade e raiz.
Teus beijos roubados nos encontros inesperados em uma rua qualquer
Tuas raras, ousadas e belas botinas vermelhas, traço de tua autêntica personalidade
As loucuras nas praças, bares... e também das que nunca houveram...aquelas dos nossos sonhos
Lembra?
Este silêncio da madrugada é de saudade, vontades e inquietude
Clareia manhã
KK
Quanto de mim há no que fui
A falta de memória muitas vezes pode ser uma benção. Outras vezes, estranheza.
A depressão trouxe algumas sequelas, segundo psiquiatra com o tempo as lembranças voltariam, já passam 15 anos e até hoje muito do que fui ou dizem que fui me parece estranho.
O passado é memória, futuro imaginação, o hojé é o que temos.
Assim penso minha vida, relacionamentos e enfrentamentos
Não tenho passado, somente alguns flashes de situações, pessoas, cheiros, sensações...muito do que sei chega pelo vento, por fotografias, ou aleatoriamente
Estranhamente em muitas situações sinto o ontem com uma beleza sublime,
com todos abismos, dores e vibrações.
Olho para trás e aquela menina inquieta, curiosa e destemida ainda há aqui
A adolescente rebelde , militante e ousada, está aqui .
A mulher determinada, vibrante, faminta e independente.
A fome e a sede
A ilusão e a lucidez
A guerra e a paz
a inquietude
impaciência
entendimento
O contraditório
O sonho
Mesmo sem lembrar do que fui
sei
Qual lado,
Em que frente.
Maiakovski me sabe muito
Toco a tua boca
Toco a tua boca.
Com um dedo, toco a borda da tua boca, desenhando-a como se saísse da minha mão, como se a tua boca se entreabrisse pela primeira vez, e basta-me fechar os olhos para tudo desfazer e começar de novo, faço nascer outra vez a boca que desejo, a boca que a minha mão define e desenha na tua cara, uma boca escolhida entre todas as bocas, escolhida por mim com soberana liberdade para desenhá-la com a minha mão na tua cara e que, por um acaso que não procuro compreender, coincide exactamente com a tua boca, que sorri por baixo da que a minha mão te desenha.
Olhas-me, de perto me olhas, cada vez mais de perto, e então brincamos aos ciclopes, olhando-nos cada vez mais de perto. Os olhos agigantam-se, aproximam-se entre si, sobrepõem-se, e os ciclopes olham-se, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam sem vontade, mordendo-se com os lábios, quase não apoiando a língua nos dentes, brincando nos seus espaços onde um ar pesado vai e vem com um perfume velho e um silêncio. Então as minhas mãos tentam fundir-se no teu cabelo, acariciar lentamente as profundezas do teu cabelo enquanto nos beijamos como se tivéssemos a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de uma fragrância obscura. E se nos mordemos a dor é doce, e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo do fôlego, essa morte instantânea é bela. E há apenas uma saliva e apenas um sabor a fruta madura, e eu sinto-te tremer em mim como a lua na água.
Julio Cortázar (26 agosto 1914 — 12 fevereiro 1984)
Insônia...de novo...
Eternas madrugadas
Noites quentes
Inquietude
Cansaço
Vazio
Vinho
Beto Guedes
Vontades e desejos
Suor
Fome
Ausência
Eternidade
Foda-se o universo
E novamente invades meus sonhos
Nem o vento traz algo de ti
Mas em sonhos tenho teus abraços e cheiro
Tua voz
Tua bata branca
Esta com bordados discretos
A qual nunca vi em ti
Resolvi não saber mais nada
Não há motivos para saber
Mas o universo trata sempre de te fazer voltar
Insiste em tua presença
Irritantemente
Foda- se o universo
Foda- se os sonhos
Foda- se essa bata branca
E teus abraços
Amanhece logo.
Desperta!
A liberdade ofende
O silêncio das almas
Eu não quero ser o destino Prefiro ser o caminho. Eu não quero ser despedida Prefiro ser reencontro. Eu não quero ser ponto final Pref...
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Foto: Luis Gaspar Vem dormir nos meus sonos enquanto se acalma o mar. Sinto assim um pedaço do...





























