QUIETUDE

Hoje não quero festa, não quero noite, não quero comidas excessivas muito menos bebidas...
Hoje não quero baladas, nem multidões...
Hoje quero estar em casa, com minha família, só nós...em paz, jantando como todas as noites, quero só isso...não gosto de fogos, de muitas luzes e barulho..
Hoje quero quietude, paz e sossego...
Talvez seja isso assim todos os anos...prece e silêncio...
Não preciso de mais nada...estou completa...
Assim será um feliz ano novo...amanhã não existe...é só imaginação!

Que voz é essa...parece deslizar...suave e impactante..bela interpretação de Rosa Passos!



O POETA





Sou um estrangeiro neste mundo.

Sou um estrangeiro, e há na vida do estrangeiro uma solidão pesada e um isolamento doloroso. Sou assim levado a pensar sempre numa pátria encantada que não conheço, e a sonhar com os sortilégios de uma terra longínqua que nunca visitei.

Sou um estrangeiro para minha alma. Quando minha língua fala, meu ouvido estranha-lhe a voz. Quando meu Eu interior ri ou chora, ou se entusiasma, ou treme, meu outro Eu estranha o que ouve e vê, e minha alma interroga minha alma. Mas permaneço desconhecido e oculto, velado pelo nevoeiro, envolto no silêncio.

Sou um estrangeiro para o meu corpo. Todas as vezes que me olho num espelho, vejo no meu rosto algo que minha alma não sente, e percebo nos meus olhos algo que minhas profundezas não reconhecem.

Quando caminho nas ruas da cidade, os meninos me seguem gritando: “Eis o cego, demos-lhe um cajado que o ajude.” Fujo deles. Mas encontro outro grupo de moças que me seguram pelas abas da roupa, dizendo: “É surdo como a pedra. Enchamos seus ouvidos com canções de amor e desejo.” Deixo-as correndo. Depois, encontro um grupo de homens que me cercam, dizendo: “É mudo como um túmulo, vamos endireitar-lhe a língua.” Fujo deles com medo. E encontro um grupo de anciãos que apontam para mim com dedos trêmulos, dizendo: “É um louco que perdeu a razão ao freqüentar as fadas e os feiticeiros.”

Sou um estrangeiro neste mundo.

Sou um estrangeiro e já percorri o mundo do Oriente ao Ocidente sem encontrar minha terra natal, nem quem me conheça ou se lembre de mim.

Acordo pela manhã, e acho-me prisioneiro num antro escuro, freqüentado por cobras e insetos. Se sair à luz, a sombra de meu corpo me segue, e as sombras de minha alma me precedem, levando-me aonde não sei, oferecendo-me coisas de que não preciso, procurando algo que não entendo. E quando chega a noite, volto para a casa e deito-me numa cama feita de plumas de avestruz e de espinhos dos campos.

Idéias estranhas atormentam minha mente, e inclinações diversas, perturbadoras, alegres, dolorosas, agradáveis. À meia-noite, assaltam-me fantasmas de tempos idos. E almas de nações esquecidas me fitam. Interrogo-as, recebendo por toda resposta um sorriso. Quando procuro segura-las, fogem de mim e desvanecem-se como fumaça.

Sou um estrangeiro neste mundo.

Sou um estrangeiro e não há no mundo quem conheça uma única palavra do idioma de minha alma...

Caminho na selva inabitada e vejo os rios correrem e subirem do fundo dos vales ao cume das montanhas. E vejo as árvores desnudas se cobrirem de folhas num só minuto. Depois, suas ramas caem no chão e se transformam em cobras pintalgadas.

E as aves do céu voam, pousam, cantam, gorgeiam e depois param, abrem as asas e viram mulheres nuas, de cabelos soltos e pescoços esticados. E olham para mim com paixão e sorriem com sensualidade. E estendem suas mãos brancas e perfumadas. Mas, de repente, estremecem e somem como nuvens, deixando o eco de risos irônicos.

Sou um estrangeiro neste mundo.

Sou um poeta que põe em prosa o que a vida põe em versos, e em versos o que a vida põe em prosa. Por isto, permanecerei um estrangeiro até que a morte me rapte e me leve para minha pátria.


Meu amado Gibran, não poderia descrever mais precisamente o que sinto...identificação profunda com o texto... 

ESPECIAL...


SER FELIZ...




"Quem é feliz não conta, não espalha, não grita aos quatro cantos.
 Quem é feliz, satisfaze-se por ser. E sabe que felicidade anda coladinha na inveja. 
Quem é feliz não precisa provar nada, simplesmente é.
 As pessoas felizes demais nunca me passaram confiança. 
Essa coisa de que a vida é uma festa e não existe nada errado, não me brilha aos olhos. 
Feliz é quem conhece o lado ruim e o respeita. Feliz é quem já foi infeliz.
 Somente quem já foi infeliz pode entender que a tristeza traz 
um punhado muito bom de aprendizados. Felicidade não é sobre quem grita mais alto; é sobre quem sorri mais fundo."

Detesto rosas...



Passeando pelas ruas de Pelotas encontrei estas rosas...gostei da proximidade, gostei da cumplicidade, gostei da leveza das cores..então fotografei....
Não gosto de rosas...prefiro flores do campo....simples e belas...porém sempre ganhei rosas.. que duravam uma semana, depois morriam deixando um cheiro desagradável...não sei se pela simbologia se pelo apelo sentimental tem algo nelas que me incomoda...perfume doce...sei lá...prefiro plantas...tenho um lírio que amo...está sempre vivo em minha sala, a maioria do tempo são só folhagens verdes e luminosas e quando menos espero aparece uma flor branca surpreendendo meu dia...gosto de esperar pelo meu lírio...gosto da sensação do talvez ...


Carla

Além alma - Vania Abreu (Arnaldo Antunes - Paulo Leminski)


Amor





Quando o amor o chamar
Se guie
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados
E quando ele vos envolver com suas asas
Cedei-lhe
Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos
E quando ele vos falar
Acreditai nele
Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim
Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica
E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento
Trabalha para vossa poda
E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol
Assim também desce até vossas raízes e a sacode no seu apego à terra
Como feixes de trigo ele vos aperta junto ao seu coração
Ele vos debulha para expor a vossa nudezEle vos peneira para libertar-vos das palhas
Ele vos mói até extrema brancura
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis
Então ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino
Todas essas coisas o amor operará em vos para que conheçais os segredos de vossos corações
E com esse conhecimento vos convertais no pão místico do banquete divino
Todavia se no vosso temor procurardes somente a paz do amor, o gozo do amor
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez, abandonásseis a ira do amor
Para entrar num mundo sem estações onde rireis, mas não todos os vossos risos
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas
O amor nada dá, se não de si próprio
E nada recebe, se não de si próprio
O amor não possui nem se deixa possuir
Pois o amor basta-se a si mesmo
Quando um de vós ama, que não diga 'Deus está no meu coração'
Mas que diga antes 'Eu estou no coração de Deus'
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor pois o amor se vos achar dignos determinará ele próprio vosso curso
O amor não tem outro desejo se não o de atingir a sua plenitude
Se contudo amardes e precisardes ter desejos
Sejam estes os vossos desejos
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria
De acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor
De descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor
De voltardes pra casa à noite com gratidão
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado
E nos lábios uma canção de bem-aventurança


Gibran

Amigo aprendiz



Quero ser o teu amigo
Nem demais e nem de menos
Nem tão longe e nem tão perto
Na medida mais precisa que eu puder
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida
Da maneira mais discreta que eu souber

Sem tirar-te a liberdade
Sem jamais te sufocar
Sem forçar tua vontade
Sem falar, quando for hora de calar
E sem calar, quando for hora de falar

Nem ausente, nem presente por demais
Simplesmente, calmamente, ser-te paz
É bonito ser amigo, mas confesso
É tão difícil aprender
E por isso eu te suplico paciência
Vou encher este teu rosto de lembranças
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias

Fernando Pessoa

Belo demais....


Afinal

Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.
Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d’Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.
Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.
Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,
Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam
Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,
Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Alvaro de Campos 

Prece

Quando sua figura imponente apareceu,
uma emoção dulcíssima percorreu a multidão atenciosa.

Os olhos tranquilos derramando claridade de luar
e a postura nobre, aureolada de suave luz,
compunham o conjunto harmônico que lhe dava
a transcendência superior.
“Não sois o que suportais.
O vosso fardo de ansiedades e de dores
não significa a vossa realidade.
Na impermanência de  todas as coisas
e acontecimentos, sois vida da Vida
e realidade da Realidade.


“Vós sois luz, oculta em vasilhame grosseiro
que necessita de purificação.
Reflexionai, buscando o vosso fanal,
e afirma desde agora:
Eu sou  vitória, eu sou saúde, eu sou paz.”

Ao silenciar, pairava sobre todos os ouvintes
uma doce esperança de felicidade.
pelo espirito de Eros/Divaldo P Franco
do Livro Paz Íntima

 

O dia começa ao amanhecer...


Compadece-te da criança que segue a teu lado.
O dia começa ao amanhecer.
Pai, mãe, irmão ou amigo, ampara-lhe a vida, com o teu próprio coração, se pretendes alcançar a Terra Melhor.
Lembra-te das vozes amigas que te induziram ao bem, das mãos que te guiaram para o trabalho e para o conhecimento.
Por que não amparar, ainda hoje, aqueles que serão, amanhã, os orientadores do mundo?
Em pleno santuário da natureza, quantas árvores generosas são asfixiadas no berço? Quanta colheita prematuramente morta pelos vermes da crueldade?
A vida é também um campo divino, onde a infância é a germinação da Humanidade.Livro_caridade
Já meditaste nas esperanças aniquiladas ao alvorecer? Já refletiste nas flores estranguladas pelas pedras do sofrimento, ante o sublime esplendor da aurora?
Provavelmente dirás: "Como impedirei o sofrimento de milhares?"
Ninguém te pede, porém, para que te convertes num salvador apressado, carregado de ouro e poder.
Basta que abras o coração com a chave da bondade, em favor dos meninos de agora, para que os homens do futuro te bendigam.
Quando a escola estiver brilhando em todas as regiões e quando cada lar de uma cidade puder acolher uma criança perdida – ninho abençoado a descerrar-se, aconchegante, para a ave estrangeira – teremos realmente alcançado, com Jesus, o trabalho fundamental da construção do Reino de Deus.
Fonte: Livro – Caridade. Ditado pelo espírito Meimei / Psicografia de Chico Xavier. Ed. IDE
“O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a Sociedade”  Karl Mannheim

Especial


 
—Veja, Adão, essa mulher que ousou desejar saber! Observa-a! 
—Por acaso sentes por ela gratidão? Reconheces o pesado fardo de culpa que, por ambos, ela carrega? Imaginas as dores que lhe foram imputadas em punição? Conheces os seus ciclos de sangue e as correntes que brotam do seu corpo, para que se cumpra o seu destino de gerar e nutrir vidas? 
—Hás bebido destes mananciais, Adão? Hás provado desta natureza aquosa e inesgotável; destes corpos linfáticos que sistematicamente se entregam em holocausto e sublimação? 
—Então, qual é a tua culpa, Adão? Qual a tua responsabilidade?
... (Ruth Stuart)

Tudo o que somos hoje...



... Quando falamos sobre o passado, sempre tornamos mais real o presente e o futuro. Por muitos anos, tive pavor de olhar aquilo que vivi, e sofri em silêncio. Hoje entendi que o silêncio nos faz sofrer mais profundamente.
Mas você me faz conversar, e eu descubro as coisas empoeiradas que se escondiam na minha alma, e então posso arrancá-las dali....
...Nós dois estamos procurando tocar os limites da nossa existência. Os grandes poetas do passado sempre se entregavam à Vida. Eles não procuravam uma coisa determinada, nem tentavam desvendar segredos: simplesmente permitiam que suas almas fossem arrebatadas pelas emoções. As pessoas estão sempre buscando segurança, e às vezes conseguem: mas a segurança é um fim em si, e a Vida não tem fim....
...Sinto-me como uma semente no meio do inverno, sabendo que a primavera se aproxima. O broto romperá a casca e a vida que ainda dorme em mim haverá de subir para a superfície, quando for chamada. O silêncio é doloroso, mas é no silêncio que as coisas tomam forma, e existe momentos em nossas vidas que tudo que devemos fazer é esperar. Dentro de cada um, no mais profundo no ser, está uma força que vê e escuta aquilo que não podemos ainda perceber. Tudo o que somos hoje nasceu daquele silêncio de ontem. Somos muito mais capazes do que pensamos. Há momentos em que a única maneira de aprender é não tomar qualquer iniciativa, não fazer nada. Porque, mesmo nos momentos de total inação, esta nossa parte secreta está trabalhando e aprendendo. Quando o conhecimento oculto na alma se manifesta, ficamos surpresos conosco mesmos, e nossos pensamentos de inverno se transformam em flores, que cantam canções nunca antes sonhadas. A vida sempre nos dará mais do que achamos que merecemos".

Fernando Pessoa



Senhor, que és o céu e a terra, que és a vida e a morte! O sol és tu e a lua és tu e o vento és tu! Tu és os nossos corpos e as nossas almas e o nosso amor és tu também. Onde nada está tu habitas e onde tudo está - (o teu templo) - eis o teu corpo. 
 
             Dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra ...

Boa reflexão

"Para quem acredita, nenhuma palavra é necessária; para quem não acredita, nenhuma palavra é possível." Dom Inácio de Loyola

Eis a voz do silêncio...



Somos muito mais capazes do que pensamos.
Há momentos em que a única maneira de aprender é não tomar qualquer iniciativa, não fazer nada.
Porque, mesmo nos momentos de total inação, esta nossa parte secreta está trabalhando e aprendendo.
Quando o conhecimento oculto na alma se manifesta, ficamos surpresos conosco mesmos, e nossos pensamentos de inverno se transformam em flores, que cantam canções nunca antes sonhadas.

Lispector

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... 
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí?
EU ADORO VOAR!



Maria Bethânia - Gostoso Demais

EM TODOS OS NOVEMBROS...



Doces e azedos novembros em mim… começos… finais… dores… alegrias… amores e desamores.
Estranhamente, os melhores e os piores momentos foram vividos em novembro.
Apaixonei-me, descobri o amor – um sentimento imaturo, pesado, sufocante, bobo. Aquele amor que te faz sorrir pensando em como tudo pode ser, de um jeito infantil, ingênuo, cheio de algemas. Mas verdadeiro essencialmente.
Tanto que não suportamos uma união tão complicada e tudo terminou, depois de três anos, em novembro.
Outros começos… outros tropeços… mais finais em novembro.
O tempo passou, mudanças em todos os sentidos, refinamentos, confinamentos, estudo, vida e morte.
Novos rumos, novos professores, novas dores e alegrias.
Ainda estou tentando entender o amor, este sentimento tão sutil e sublime.
E em novembro o amor abriu seus braços para mim, de novo, e eu o aceitei com minhas asas ainda cortadas, seguro e refinado demais para ignorância de meus sentimentos. Leve, ainda, para a brutalidade de minha alma e o obscurecimento do meu espírito.
O medo de seguir os caminhos ásperos e íngremes do amor, de debulhá-lo até deixá-lo nu, transformá-lo até livrá-lo da palha. De triturá-lo até torná-lo branco, de amassá-lo até deixá-lo macio e depois submetê-lo ao fogo para transformá-lo em pão e assim alimentar o corpo e a alma.
Porém, com tudo que há de melhor em mim, desejo amar assim...
Como um
mar ondulante entre as praias de nossas almas.
E amar-te, então, não só em todos os novembros de minha vida.


Carla

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...