A MORTE DAS ILUSÕES


Ao longo do tempo minhas ilusões ideológicas foram morrendo, uma a uma.
E esse sepultamento causou uma dor imensa na alma.
Dor de ver todos os sonhos evaporando-se como nuvens. Estes que pareciam tão sólidos e compactos.
Hoje não acredito em nada mais. Não acredito mais nesse partido que me ensinou através de seus líderes e história a votar em projetos e não em pessoas; que fez brilhar meus olhos acreditando na possibilidade de um outro mundo, mais justo igual e solidário;( que baita ingenuidade minha), que fez eu ter convicção em uma revolução do proletariado e levantar uma bandeira com o orgulho e a tranquilidade da seriedade, ética e fidelidade teórica-prática.
Um partido que me tornou sectária e leal a um projeto o qual me identificava, portanto era minha verdade mais pura (e realmente era só minha!)
Este partido que foi minha grande escola de dignidade, humanidade e respeito, em busca da institucionalidade, do poder foi se corrompendo e se perdeu.
Trocou as bandeiras, antes erguidadas entre lágrimas de derrotas ou injustiças por malas cheias de propinas e mensalões; a calça jeans surrada por ternos finíssimos engomados com a podridão da corrupção.
E o mais importante, perdeu a sua essência, exatamente igual a qualquer outro partido.
Por tudo isso, eu não acredito mais.
Não foram só fatos pessoais que me decepcionaram, mas a decadência e a morte de minhas convicções políticas e a vergonha de hoje levantar uma bandeira com o peso da promiscuidade e profanidade política.
E esse peso de minha bandeira, que era vermelha e representava a revolução, hoje é vermelha de vergonha. Onde o amarelo representava a esperança de um novo amanhã, hoje reluz com o ouro da canalhice e o preto que mostrava o luto contra as impunidades e desigualdades, hoje representa a morte de tudo o que foi.
Por tudo isso, eu não acredito mais.

kk

" Oporemos ao mal com um mal maior, e diremos é a Lei? E combateremos o vício com outro vício pior, e diremos é a moral? E lutaremos contra o crime com crimes mais cruéis e diremos "é a justiça". Gibran

A INCOMPLETUDE NA AUSÊNCIA


Assim é o amor quando duas almas estão distantes.
Um vazio, uma falta de algo que não é possível descrever em palavras.
Uma parte separa-se e não há nada que preencha, nada que acalme a angustia.
Que dizer da alma que fez do coração repleto de enigmas e singularidades a mais bela e amarga sensação?
Foi ele quem revelou o sentido da vida e o colocou como um espelho perante suas sombras.
Dias se passam e nada resta de um belo sonho, senão recordações dolorosas que esvoaçam com asas invisíveis em torno dela, provocando angústia em seu coração e lágrimas em seus olhos
E então lá morreram as aspirações, lá fundaram-se as alegrias, lá evaporaram-se os sorrisos e abundaram-se as lágrimas.
O amor que ontem era uma canção melancólica entre os lábios da vida, hoje é um mistério mudo no coração desta floresta.
Aquele coração que foi uma prisão escura em que as tormentas eram fartas.
Não havia nele saída alguma para a luz, até que o amor chegou e abriu-lhe as portas e tudo se iluminou.
E a alma dela então foi dividida com que a eleva as alturas e a faz enxergar a beleza por trás da neblina dos devaneios e com o que ofusca a vista como poeira e a deixa perdida e com medo em meio a intensa escuridão.
Existe um mal em sua alma que a faz amar a solidão e o isolamento. Este a cega, não a deixa enxeragar o sol.
Então ela vê o amor através dos olhos de anjos e a agonia através dos demônios...e ela pensa: - Não é nobre vê anjos e demônios?
O amado que entrou em sua alma com uma intimidade feroz, como se fizesse parte de sua alma a qual vivia perdida na rasura.E encontrou eco na profundidade da compreensão.
A doçura e a amargura, eis os licores que embriagam sua essência.
Porém como o sol dá lugar a lua, a tormenta cede a quietude e assim ela sente-se em paz e está pronta para um novo amanhecer.

* Em momento de intensa dor e crescimento de minha alma

O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...