Então percebi, há algum tempo, que estava totalmente liberta do equívoco que me acompanhava há uns 20 anos.
Estranhamente não sentia mais nada. Era um tanto faz.
As conversas antes encantadoras foram perdendo o charme
As histórias antes, interessantes hoje não tinham mais unidade ou identificação. Aliás em algumas situações, sentia um enjôo. E não aqueles da bulimia, não os vômitos dos refinamentos, muito pelo contrário. Eram náuseas de tédio.
Mas algumas vezes insisti. Quem não gosta de uma bela história? Enfim...
Muitos desencontros e confesso, muitos eu causei. Não quis ir. Não tinha vontade. Arrumava desculpas, mentiras, afinal, sou maquiadora de diabos...
Eu me espantava pela indiferença que sentia.
Os cansaços da rotina virtual como se fosse um casamento de anos...
A obrigação de responder. Não queria mais aquilo.
Não sentia mais.
Não sinto mais....
A bizarrice no sexo estava me incomodando. Nada de puritanismo. Longe disso. Em princípio parecia um fetiche interessante. Depois vi que era algo que necessitava de reciprocidade.
Não era mais meu caso, nosso caso portanto.
Em certos momentos pensei e expressei
_ Não sinto absolutamente nada por ninguém!
Mas não era assim. Era por ele! Era ele.
Ou seja não era mais ele!
Hoje existe um nada.
Estranho mais o fato de um dia ter acreditado em algo sem sintonia ou entendimento.
Não me sinto triste. Nem lamento. Não há dor.
Não vale a depressão ou o quase suicídio como foi dito.
E de novo o tanto faz!
Só a reflexão: Não sobrou absolutamente nada!
Não houve ataque de fúria, houve só uma exaustão exatamente nestas palavras
" Vai a merda!"
Mas a fragilidade e o ego masculino precisam de enfeites. Que seja! Se assim o satisfaz.
Agora realmente livre das exaustivas
doses de veneno.
E ao contrário do que foi dito " tudo muda, pode ter certeza que mudou. Hoje eu tenho a opção.
É bem diferente. Eu digo não. Eu não quero.
Há liberdade e tranquilidade na certeza de nunca mais permitir que alguém seja mais importante do que eu ou do que eu quero! Simples assim!
Sheela