E tu tão perto de mim



Hoje estou assim, absorta,
oca de ser sem ti.
Folha caída,
triste de serem tristes os dias
nos becos e avenidas
do meu pensamento errante.
Estou assim a verde-cinza
e nem Caeiro nem Sophia nem Fiama
são chama que me aqueça o instante.
Estou exausta de estar aqui
às portas do inverno, tão longe de ti.
Não sei se te terei contado
que neste exílio sem fim
ainda amo os teus olhos
dos meus tão apartados

e tu tão perto de mim.

LÍDIA BORGES, in GARÇAS (Poética Edições, 2019)




Inquietude e silêncio


O silêncio das almas

 Eu não quero ser o destino  Prefiro ser o caminho.  Eu não quero ser despedida  Prefiro ser reencontro.  Eu não quero ser ponto final  Pref...