—Veja, Adão, essa mulher que ousou desejar saber! Observa-a!
—Por acaso sentes por ela gratidão? Reconheces o pesado fardo de culpa que, por ambos, ela carrega? Imaginas as dores que lhe foram imputadas em punição? Conheces os seus ciclos de sangue e as correntes que brotam do seu corpo, para que se cumpra o seu destino de gerar e nutrir vidas?
—Hás bebido destes mananciais, Adão? Hás provado desta natureza aquosa e inesgotável; destes corpos linfáticos que sistematicamente se entregam em holocausto e sublimação?
—Então, qual é a tua culpa, Adão? Qual a tua responsabilidade?
... (Ruth Stuart)