De sua tristeza e de seu sorriso
Sua cabeça mantinha-se sempre erguida, e a chama de Deus estava em seus olhos.
Estava freqüentemente triste, mas sua tristeza era ternura manifestada àqueles que sofriam, e camaradagem dada aos solitários.
Quando sorria, seu sorriso era como a fome daqueles que anseiam pelo desconhecido, e como a poeira de estrelas caindo sobre as pálpebras das crianças. E era como um pedaço de pão na garganta.
Ele era triste, mas de uma tristeza que subia aos lábios e tornava-se um sorriso.
Era como um véu dourado na floresta quando o outono está sobre o mundo. E algumas vezes parecia como o luar nas margens do lago.
Sorria como se seus lábios cantassem numa festa de bodas.
Todavia, era triste com a tristeza do ente alado que não ultrapassa no vôo seu camarada.”
*Extraído do livro “Jesus o Filho do Homem” de Gibran Khalil Gibran.