EM TODOS OS NOVEMBROS...



Doces e azedos novembros em mim… começos… finais… dores… alegrias… amores e desamores.
Estranhamente, os melhores e os piores momentos foram vividos em novembro.
Apaixonei-me, descobri o amor – um sentimento imaturo, pesado, sufocante, bobo. Aquele amor que te faz sorrir pensando em como tudo pode ser, de um jeito infantil, ingênuo, cheio de algemas. Mas verdadeiro essencialmente.
Tanto que não suportamos uma união tão complicada e tudo terminou, depois de três anos, em novembro.
Outros começos… outros tropeços… mais finais em novembro.
O tempo passou, mudanças em todos os sentidos, refinamentos, confinamentos, estudo, vida e morte.
Novos rumos, novos professores, novas dores e alegrias.
Ainda estou tentando entender o amor, este sentimento tão sutil e sublime.
E em novembro o amor abriu seus braços para mim, de novo, e eu o aceitei com minhas asas ainda cortadas, seguro e refinado demais para ignorância de meus sentimentos. Leve, ainda, para a brutalidade de minha alma e o obscurecimento do meu espírito.
O medo de seguir os caminhos ásperos e íngremes do amor, de debulhá-lo até deixá-lo nu, transformá-lo até livrá-lo da palha. De triturá-lo até torná-lo branco, de amassá-lo até deixá-lo macio e depois submetê-lo ao fogo para transformá-lo em pão e assim alimentar o corpo e a alma.
Porém, com tudo que há de melhor em mim, desejo amar assim...
Como um
mar ondulante entre as praias de nossas almas.
E amar-te, então, não só em todos os novembros de minha vida.


Carla

Um comentário:

  1. e é só o início de nossa jornada... caminhando juntos para produzir novembros mais felizes. Com muito amor, cumplicidade, entendimento, perdão e sorrisos. Te amo!!!

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