Não tenho visto ninguém estes dias. Sinto-me um tanto estranha na companhia de pessoas - mesmo daquelas que gosto.
Quando nosso coração está se transformando em um pequeno mundo tem-se o desejo de ficar só.
Há muita alegria dolorosa na vida e também muito sofrimento doce. Depois da tempestade tentei escrever algumas vezes mas sempre me sentia completamente dominada por um estranho silêncio- o silêncio dos mares profundos e das regiões inexploradas, o silêncio dos deuses desconhecidos.
E mesmo agora enquanto escrevo, sinto que o mais terrível elemento da vida é um elemento mudo. As horas que passam antes de uma forte tempestade e os dias que se seguem à uma grande alegria ou a uma grande tristeza são parecidos, mudos e profundos, cheios de asas abertas e chamas inertes.
As torrentes de uma vida nova, tão fortes, estranhas... tão devastadoras...
As torrentes de uma vida nova, tão fortes, estranhas... tão devastadoras...
Quando olho para traz parece que tudo foi assim -apenas mudanças de profundidade.
Meu coração está pleno, pleno de sombras estranhas, calmas e serenas sombras.
Não consigo pensar em outra coisa além deste novo espirito que insuflou em meu ser.
Não sei como nem o que pensar sobre isto. Talvez não deva pensar mas simplesmente confiar-me àquele mestre maior, que pensa por todos nós.
Que o ser invisível me diga,que seja em sonho, o que devo fazer.....
KK
"Sou uma ostra tentando produzir uma pérola, que venha do meu próprio coração, mas dizem que a pérola nada mais é senão a doença da ostra". Gibran
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