Já deixei as montanhas mas não sou o que era há poucos dias. E representou tanto essa maravilhosa libertação - os caminhos da alma.
Velhas coisas morreram dentro de mim, uma morte completa que chego a imaginar que a vida intra uterina não é mais obscura para o bebê do que as minhas sombras de algum tempo atrás são agora para mim....
Tempos atrás eu simplesmente via com os meus olhos estas coisas que nestes dias compreendi.
As vezes a estrada da percepção à compreensão é assim - longa- comigo é sempre assim!
Atravessei uma fase de nascimento e renascimento e ainda estou nela - dolorosa e cheia de indagações...
Há ocasiões em que a mão da vida parece uma montanha em meu peito.
Mas de tudo o que é pesado, tem asas, e sei também que é a sede maior que torna as asas imóveis.
KK
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