
É assim que me sinto agora. Em paz e livre.
Me sinto muito bem.
Não diria feliz. Aliás não lembro muito da felicidade como algo maior que a dor.
Porém me sinto viva e não tenho mais vontade de não viver. Nunca pensei em me matar, mas pensava em dormir e não acordar mais.
Hoje agradeço a bênção de ter vivido tudo, principalmente meu abismo. E mesmo não sabendo para aonde ir, sei de onde vim, e como renasci.
Um processo lento, doloroso, angustiante, de tempestades contínuas e sem calmarias. Tantas que cheguei a pensar que nada mais tinha importância.
Mas depois da tempestade, a brisa leve em minha vida, a tormenta aparece, mas em curtos períodos. E a leveza já é mais permanente em mim.
Meu coração ainda é algo estranho. Não o entendo bem. Esta diferente, não o sinto mais, como se nada mais o tocasse, nada me sensibiliza.
E a beleza disso tudo está nas experiências vividas e o que aprendemos com elas. A beleza de enxergar o sol depois da tempestade.
De sentir o vento leve e quente depois da brisa fria e densa.
De cheirar o perfume das flores e sentir o balançar das folhas verdes depois das secas caídas ao chão, mortas e sem vida.
Por tudo isso e tudo isso só vive em mim hoje devido as mortes de meu ser.
Existe em mim um sentimento livre de qualquer algema, de qualquer mágoa, liberto em toda essência.
A primeira brisa na tempestade de minha vida - “ àquele nobre espírito que marcha na tempestade e ama com a brisa”.
Que beleza de sentimento meu bem, e sem duvida alguma teu abismo te tornou mais bela em todos os sentidos. Em nossas conversas vejo como podemos aprender um com outro
ResponderExcluirnamaste
Francisco