A madrugada, minha companhia constante
Entre pensamentos aflitivos, pandemia por covid 19, o pânico da morte e a inquietude.
A angústia de viver em um país tão rico e tão egoísta. De um povo morador de ilha, ganancioso e medíocre
A dor da humanidade
O caos em tudo
O caos em mim
Uns dias bem outros não sei
Sei das madrugadas infinitas
Das noites olhando pela janela
A negritude e o nada
O vento gelado
A chuva fina e constante
Tu em mim
A vontade de estar em ti
E a certeza da tolice disso tudo
O dia amanhecendo
Um pouco de paz e sanidade
Mas quem quer a lucidez
Eu quero o caos
Ele me liberta
Me refina
A manhã chega trazendo o ontem
A perspectiva do nada
Não há saída
Ainda não há
Haverá?
Talvez na próxima madrugada
Eu quero o caos
Ele me liberta
Me refina
A manhã chega trazendo o ontem
A perspectiva do nada
Não há saída
Ainda não há
Haverá?
Talvez na próxima madrugada
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