gosto quando, deitada de bruços na cama
sinto-te vindo sobre meu corpo, penetrando meu sexo por trás
gosto porque me olhas
porque vens como quem quisesse ler os vestígios de um tempo de inscrição que se fez na minha pele
as pintas, as marcas de nascença
tu, que não te curvas a ninguém
curvado agora sobre meu corpo indecoroso; respirando rente a mim
dizendo-me que em outros tempos em minhas costas um adivinho teria lido a queda de um rei
o fim de um império
mar becker

Que texto mais provocante, bonito, instigante e ao mesmo tempo sutil. por um instante me deixei levar por suas palavras e me senti um rei sobre o teu corpo
ResponderExcluir