(...) Amo os grandes rios, pois são profundos como a alma do homem. Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas são tranqüilos e escuros como os sofrimentos dos homens. Amo ainda mais uma coisa de nossos grandes rios: sua eternidade. Sim, rio é uma palavra mágica para conjugar eternidade.
ROSA, João Guimarães, 1908-1967. [Entrevista concedida a] Günter Lorenz. Diálogo com Guimarães Rosa. Itália, Gênova, janeiro de 1965

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