Uma parte de mim ainda agoniza
Na ausência da tua mão
No vento que leva as folhas caídas
No que alimenta o vento
No ciclo de vida das folhas
Uma parte de mim ainda goza
da febre que trouxeste
Nas asas de algum deus insensato
Nas fases que a lua entoa
No canto que ninguém ouviu
Uma parte de mim ainda morre
No âmago das inadequações
Nas guerras que ceifam existências
Nas amputações que a vida impõe
Na necessidade de renascer
Uma parte de mim ainda sonha
Essa velha mania de insistir
Nos versos perdidos no tempo
No encontro das almas aladas
No voo que os abismos trazem.
.
"Quem quiser nascer tem que destruir um mundo"
hesse, em demian
Nenhum comentário:
Postar um comentário