O Tempo e a Eternidade


O homem dialético sempre aprendeu a temer a morte. O tempo significa, para o homem nascido da natureza, envelhecimento, perda de vitalidade, ver a morte cada vez mais de perto, cavar sua própria sepultura.
Por isso, procura-se retardar o tempo, o próprio tempo, prolongá-lo, escapar dele. O que é que não se faz para se afastar o tempo? É uma triste aposta contra o declínio...
Mas, para o novo homem, para o qual todos sois chamados, o tempo é um caminhar de força em força, de transformação em transformação, um viajar na corrente da eternidade.

Jan van Rijckenborgh

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