
Ver-te.
Tocar-te.
Que fulgor de máscaras.
Que desenhos e rictus na tua cara
Como os frisos veementes dos tapetes antigos.
Que sombrio te tornas se repito
O sinuoso caminho que persigo: um desejo
Sem dono, um adorar-te vívido mas livre.
E que escura me faço se abocanhas de mim
Palavras e resíduos.
Me vêm fomes
Agonias de grandes espessuras, embaçadas luas Facas, tempestade.
Ver-te.
Tocar-te.
Cordura.
Crueldade.
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