A BELEZA DO SIMPLES


Hoje conheci um mestre...alguém que me emocionou e mexeu com sentimentos profundos de minha alma.
Um indivíduo de beleza rara e simples. Um senhor grisalho, magro, fala suave, gentil e sedutor.
Sua profissão tão nobre quanto sua espiritualidade: açougueiro, trabalhador do mercado público e sua aura brilha como seu avental branco.
Tivemos uma conversa interrompida de breves momentos de intensa filosofia oculta. Ele falou de mim como se eu estivesse despida, interiormente num relato fraternal e doce.
Mas isso tudo ficou mais sublime e belo quando Mestre Antonio perguntou-me:
Que disseram de mim?
E eu lhe respondi:
Que és um Mestre!
Ele sorriu mansamente, baixou os olhos e respondeu:
Eu não sou um mestre...não sou nada...
Senti a presença divina naquele momento...e lhe falei:
Então tenho certeza que és um mestre...porque se tivesses me dito que eras, sua pretensão lhe negaria a sabedoria. Somente os sábios tem a humildade de serem absolutamente nada...
Ele então fixou meus olhos e sua face ruboreceu, percebi que escapavam lágrimas de seus olhos brilhantes...
Senti uma energia em meu corpo e ví a eternidade daquele instante sublime...
Nossa conversa prosseguiu por mais alguns minutos e minha vontade era permanecer naquele santuário.
Depois de algumas profecias, mestre Antonio se despediu dizendo:
Minha amiga, quando precisares de um amigo,não se constranja, apareça para conversarmos.
Eu agradeci, beijei sua mão e fui embora.
Acredito em anjos. E este foi um deles que apareceu em minha vida, colorindo um dia de chuva e beleza divina.
Um açougueiro do mercado, simples, um trabalhador que fez de seu ofício um portal de energias positivas, luz e sabedoria.
Como é encantadora a presença de Deus nos indivíduos.

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